Rodriguez Alves (1902-1906)
A eleição de 1902 permitiu ao paulista Rodríguez Alves vencer com o apoio de Campos Salles. O novo presidente adotou uma política econômica de avaliação do valor do café, chamada de socialização do prejuízo: sempre que o preço de um produto no mercado internacional cai, o governo baixa a taxa de câmbio, deprecia a moeda e aumenta os lucros dos cafeicultores. Essa desvalorização causou mais inflação e aumentou o custo de vida do povo, que pagou um alto preço pelos interesses da classe dominante.
Com o apoio dessa política favorável, os cafeicultores aumentaram excessivamente a produção de café, desencadeando uma crise de superprodução. Para aumentar o valor do produto, foi estabelecido em 1906 o Acordo de Taubaté, acordo entre os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro para compra de sobras do armazenamento. Em troca, o magnata do café evitará uma futura superprodução.
Apesar de ser cafeicultor paulista, o presidente não reconheceu o convênio, e suas políticas só foram implantadas no governo seguinte.
Amparados por essa politica benevolente, os fazendeiros elevaram demasiadamente a produção cafeeira, causando uma crise de superprodução. Para tentar valorizar o produto, foi criado, em 1906, o Convênio de Taubaté acordo entre os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro para comprar o excedente estocado. Em troca, os barőes do café evitariam futuras super produçőes. Apesar de ser cafeicultor paulista, o presidente não reconheceu o convênio, e suas políticas só foram implantadas no governo seguinte.
Ainda no plano econômico, Rodrigues Alves investiu na realização de obras públicas. Com o auxílio do prefeito do Rio de Janeiro, Pereira Passos, modernizou a capital federal, que, naquele momento, era uma cidade suja, com focos de ratos e mosquitos transmissores de doenças. Coube ao governo realizar o alargamento de ruas, o saneamento da lagoa Rodrigo de Freitas e o acerto do serviço dee limpeza pública. As melhorias, contudo, não foram sempre bem recebidas.